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O CAIXEIRO VIAJANTE
J.Carlos Santtana Cardoso
João era um caixeiro viajante
que andava de cidade em cidade do interior vendendo quinquilharias e
bugigangas .Numa hora estava aqui e noutras acolá .
Nessa sua vida aventureira,
conhecia muitas pessoas com a quais fazia amizade e sempre que passava por esses locais era recebido com alegria e por ali pernoitava sempre
na casa de algum conhecido.
Tinha um lugar que João adorava ficar, a casa
de Ambrosio e Marta . Ele um sujeito simplório e ingênuo ,enquanto Marta era
totalmente o contrário . Morena olhos brilhante corpo esguio pernas
torneada,tinha pelo menos uns quarenta mas aparentava bem menos, ,qualquer um a
ela daria uns dez anosa menos .
Na pequena cidade as pessoas diziam que pelo
fogo que ela demonstrava,Ambrosio já não era mais o mesmo para aplacar
a fome de amor de sua mulher . João ficava alheio a todas essas coisas pois
tinha o maior respeito por aquelas pessoas que o
acolhiam com todo carinho e dedicação e jamais passou por sua cabeça em ter
alguma coisa ou até um relacionamento amoroso com Marta .
Depois do jantar João foi deitar,pois o
dia tinha sido cansativo e ele estava deveras cansado.Naquele lugar de fim de mundo as pessoas tinha por
costume deitar cedo,pois como era uma cidade rural,todos madrugavam para ir à lida nas terras em que
cultivavam .
João deitou e logo adormeceu...
Lá pelas tantas da madrugada ele acordou com
um ruído na porta um barulho de dobradiça rangendo .Arregalou os olhos até se acostumar
com a escuridão do quarto e pode ver bem Marta adentrando o quarto com uma lamparina na mão,vestindo
uma camisola preta curta com um decote generoso,aonde ele podia ver as partes alvas de
seu seio . Logo o quarto foi envolvido por um perfume leve e adocicado de flores silvestre . João
engoliu em seco e sua respiração alterou-se e mesmo no seu espanto um desejo
enorme apossou de seu corpo vendo aquela mulher ali na beira da cama,dando a
entender em todos os sentidos que queria se entregar ao amor e a paixão .
Nada falaram...ela apenas deitou e
colaram seus lábios num beijo lascivo carregado de carência e desejo
.Despiram-se como amantes antigos e seus corpos se fundiram em um só ,era
tanto amor que Marta gemia baixinho enquanto seu amante casual
explorava seu corpo quente ,cheio de paixão .
A madrugada apenas começava e o silêncio lá deixava uma paz imensa aqueles dois corpos ali um de cada lado saciado e felizes .E tal qual como entrou Marta levantou se,vestiu sua camisola ,pegou a lamparina na mesinha de cabeceira e foi se como um sonho,que jamais João iria esquecer .
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