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ASSÉDIO
SEXUAL
Menina do Rincão
Eu tinha consulta marcada com o ortopedista, naquela manhã!
Por incrível que pareça, exatamente naquele dia, não consegui ninguém
para me acompanhar, contudo, não poderia perder aquela chance pois foi difícil
demais conseguir hora com ele.
Preparei-me e fui sozinha mesmo. Quando entrei na sala, ele fez gesto
apontando a cadeira pra eu me sentar. Pegou a caneta e começou suas anotações
em seguida ordenou que eu ficasse em pé, de costas para ele.
Aproximou-se e começou a examinar a
minha coluna, porém o movimento de seus dedos executavam uma deliciosa
massagem, especificamente onde eu sentia as dores, aquilo era como um balsamo
na ferida!
A
seguir afastou-se a uns quatro passos mais ou menos, pediu-me que ficasse de
frente e ordenou que eu tirasse a blusa! Obedeci um tanto constrangida mas, no
momento lembrei-me de algo que sempre ouvira minha mãe dizer: Para médicos,
cara e bunda é uma coisa só! (pobre inocência)
Ele era
alto, corpo esguio, elegante e muito charmoso! Depois de me fitar por
alguns instantes, ordenou que eu desabotoasse o sutiã e que flexionasse o
corpo para a frente, tentando tocar o chão com a ponta dos dedos!
BINGO! ao executar a ação com o
sutiã desabotoado, as alças caíram e ao levantar-me, o que ele viu foi um
belo par de peitos rijos e espetados e ainda por cima decorados com um belo
longo e delicado colar azul turquesa o qual eu havia dado uma
volta colado ao pescoço e o restante deixara cair sobre o peito, tudo
aquilo e mais os cabelos soltos sobre os ombros, fez com que ele
tremesse e foi ai que avançou em minha direção para abraçar-me!
Apavorada, cruzei meus braços sobre os meus seios abraçando-me a mim
mesma e disse-lhe: Não! por favor, não!
Nesse
instante, ele se deteve e com os olhos fechados , apertando suas próprias
mãos, debruçou-se sobre a mesa com as mãos na cabeça, sem dizer mais nada.
Eu estava petrificada e quando consegui balbuciar algumas palavras, ao vê-lo
tão desolado, o que eu disse foi:
Não se preocupe! não aconteceu!
Comecei a vestir-me novamente e ele ali,
me assistindo sem nada dizer. Quando toquei na maçaneta para abrir a porta,
ele disse:
- Espere! você não têm um lugar
mais tranqüilo onde a gente possa conversar?
Não
respondi e sai da sala!
Não sei
por quanto tempo ainda ele ficou lá sozinho, antes da entrada do próximo
paciente.
Depois disso,
eu o vi uma única vez em um hospital, mas ele não me viu.
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