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J.Carlos Santtana Cardoso
Conheci Ligia em uma viagem que
estava fazendo para o nordeste. Era a
primeira vez que estava
fazendo aquela viagem ,pela primeira vez e de ônibus,pois gostava de ficar
vendo as paisagens desse
nosso imenso Brasil que
tem lugares tão lindo e maravilhoso.
Eu sempre viajo sozinho e nessas
viagens sempre a gente costuma fazendo amizade com outras
pessoas,pois é longa e demorada . Percebi desde o
começo que tinha duas moças
sentadas do lado oposto aonde eu
estava .Mas no começo da viagem ninguém se conhece até
a segunda parada,aonde vão
puxando uma conversa comentando alguma
coisa.
Tinha uma rapaz sentado comigo que
logo fizemos amizade e dali para começar a inclui-las em
nossas conversas foi questão de tempo.Logo estávamos como velhos
conhecidos,e Ligia e eu
sentíamos atraídos um pelo outro e logo
resolvemos trocar de cadeira,meu
colega foi sentar com a amiga dela e ela comigo.
Estávamos eufóricos,para que
chegasse a noite,a hora em que todos munidos pelo cansaço dormem,e
ônibus fica na maioria do tempo com as luzes apagadas .
Sempre que viajava de ônibus eu
carregava um pequena manta de solteiro,pois a noite em certos
locais a temperatura cai bastante a noite e por experiência sempre à
carregava comigo.
Enfim a noite chegou e dali para a
frente já não se importávamos com mais nada.Peguei a manta joguei sobre nós
dois e foi a coisa mais louca que já passei na minha vida. Todos ali sentados
e eu vendo a silhueta no escuros e embaixo da manta a gente praticamente
estava nu fazendo carinhos
obscenos um no outro ,beijando como a sorver um delicioso néctar um do outro
.
As poltronas eram apertadas,não
se podia fazer muita coisa,foi quando eu dei a sugestão que fossemos para a
ultima poltrona do ônibus,que estava vazia desde o inicio da viagem e lá
ninguém poderia nos flagrar .
Assim fizemos e nem precisou
mais da manta para nos cobrir...em meio a loucuras e de nossos devaneios
deliciamos um com o corpo do outro em meio as sacudidelas do ônibus.
Despedimos nos na rodoviária
prometendo nos encontrar em alguma outra viagem,mas desde aquele dia nunca
mais vi Ligia,mesmo porque nunca mais fiz
essa viagem de ônibus novamente.
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